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Portugal Social já está on the road

Foi a partir do Padrão dos Descobrimentos que iniciámos a viagem no Portugal Social on the Road, uma semana dedicada à economia social com a CASES e a Forum Estudante. Em Lisboa, conhecemos os restantes participantes que vieram de todo o país e os animadores que nos vão acompanhar durante estes dias. Na sessão de abertura, fomos recebidos pelo diretor geral da Forum Estudante, Rui Marques e pela vice-presidente da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES), Carla Pinto. Rui Marques deu-nos as boas-vindas e explicou-nos o objetivo desta aventura: conhecer várias instituições de cariz social, de diversas vertentes e perceber qual o trabalho que desenvolvem, bem como a sua importância. Além disso, esta é também uma semana para nos divertirmos e uma oportunidade de conhecermos várias regiões do nosso país. Por isso, Rui Marques aconselhou-nos “olhos e corações bem abertos para o que vão experienciar esta semana”.

De forma dinâmica e interativa, Carla Pinto explicou-nos as várias faces da economia social e de que forma o terceiro setor está presente no nosso dia-a-dia. Com a vice-presidente da CASES ficámos a saber o percurso desta semana e quais as instituições que vamos poder conhecer. A nossa primeira paragem foi o a Quinta da Tomada, da Comunidade Vida e Paz. A conselheira Isabel Prado explicou-nos que aquele é um centro de acolhimento de sem-abrigo com diversas dependências (alcoól, drogas e outras substâncias), sobretudo pessoas que já fizeram outras tentativas de deixar os seus vícios e que encontram ali uma última esperança para mudarem de vida. A irmã Maria Gonçalves, fundadora, idealizou aquele centro como um meio para tratar e reintegrar os utentes através do Modelo Minesota, um modelo de 12 passos que lhes permite perceberem e reconhecerem o seu problema e as consequências que as suas ações tiveram a nível pessoal e social. Passando por duas unidades, a primária e a secundária, “procuramos que as pessoas renasçam para a vida”, explicou Isabel Prado.

Na Quinta da Tomada, há uma equipa multidisciplinar com técnicos sociais, conselheiros, grupos de suporte, monitores, psiquiatras e outros profissionais que ajudam os muitos utentes a ultrapassarem a sua dependência e a reintegrarem-se profissionalmente. Isabel Prado disse-nos que ali ensinam aos utentes: “Podes ser tudo o que trabalhares para ser”. Após terem concluído o seu programa e de sairem daquele centro, os utentes continuam com uma ligação àquele espaço podendo visitá-lo, contactar os técnicos ou iniciar uma nova terapia sempre que necessitarem. Isabel Prado afirmou que cerca 35% dos utentes que concluiem os tratamentos continuam em abstinência passado um ano de terem deixado o centro. Para reforçar a mensagem, ouvimos na 1ª pessoa o testemunho de dois utentes que consumiram desde cedo drogas pesadas e que nos contaram a sua história e as consequências dessa adição, prejudiciais à sua vida e, por vezes, aos que os rodearam.

Acompanhados por Isabel Prado e pelos dois utentes, pudemos visitar os diversos espaços das instalações da Quinta da Tomadas. O refeitório, salas de terapias de grupo, a enfermaria e as oficianas onde os utentes aprendem oficios pata mais fácil se poderem reinserir na sociedade, foram alguns dos locais onde pudemos perceber o trabalho desenvolvido neste centro.

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