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Portugal Social on the... River

O quinto dia da semana dedicada à economia social teve como factor comum o rio e a cultura a ele associada – factores ligados à atividade das instituições locais. Quando o presidente da GSSDRC de Miro perguntou a Manuel Bento se queria deixar algumas palavras aos 50 participantes do Portugal Social on the Road, o barqueiro foi breve: “só quero dizer que esta era uma vida dura”. De pé no leito do Mondego, dentro da canoa típica desta região, o barqueiro apontou para a ponte do IP3 e acrescentou: “não havia esta estrada. Nem outras. A estrada era o rio”.

O rio está muito presente no património histórico e cultural da localidade. Conforme explicou o presidente do GSSDRC de Miro, Manuel Nogueira, “o rio era o principal canal de comunicação com a Figueira da Foz” e, por arrasto, com todos os produtos existentes no litoral. Do interior seguiam a lenha, a carqueja e a roupa lavada. Do mar, chegava o sal, essencial para a conservação dos alimentos. Hoje em dia, o rio é uma presença diária na atividade do grupo GSSDCR de Miro. Através do seu pólo desportivo, o grupo organiza regularmente descidas de caiaque e canoa até Coimbra. Da parte da manhã, os jovens puderam desfrutar de um pouco desta experiência, passeando de caiaque e vendo de perto a réplica da canoa típica. Depois do almoço no complexo social do GSSDCR de Miro, seguiu-se uma visita à primeira sede da instituição, hoje local de produção de muitos dos seus bens, como sejam as bolachas de flor de sal e ervas aromáticas, a broa tradicional ou os mais variados licores. Durante a visita, os participantes puderam assistir e até participar nos diversos métodos de produção.

Foi também com vista para o rio que o Presidente da Câmara Municipal de Penacova, Humberto Oliveira, recebeu os 50 participantes. "Queremos afirmar-nos como um local para fazer desportos na natureza", referiu, acrescentando, "simultaneamente, temos dois patrimónios inegualáveis no país: o Mosteiro de Lorvão e o maior núcleo de moinhos de Portugal". De seguida, o Grupo Folclórico de Ribeira Quente (São Miguel), também de visita ao GDSSCDR de Miro, realizou uma pequena atuação.

Moinhos com e sem água Perfilados no topo de uma encosta da Serra da Atalhada, contam-se 23 moinhos de vento, sendo que alguns foram recuperados para fins de habitação. Aqui, os jovens puderam desfrutar de uma vista privilegiada sobre as encostas do rio Mondego.

Do cume à margem do rio, seguiu-se uma viagem até ao rio Alba, afluente do Mondego, mais concretamente, à praia fluvial do Vimieiro. Depois de uma visita aos moinhos de água (ou azenhas), chegou a altura de experimentar as águas impolutas do rio.

Ao final da tarde, o autocarro do Portugal Social fez-se à estrada, com destino marcado para a Lousã. A noite fez-se de convívio e celebração, durante o jantar de despedida, onde não faltou novo bolo de aniversário.

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